Paquistão se oferece como mediador entre EUA e Irã enquanto petróleo volta a subir 4,5%
Islamabad propõe sediar negociações para encerrar guerra no Golfo; Brent atinge US$ 104,49 após Irã negar "trégua" de Trump
O primeiro-ministro do Paquistão manifestou nesta terça-feira (24) a disposição do país em sediar negociações formais de paz entre os Estados Unidos e o Irã. A oferta surge em um momento de extrema volatilidade e sinais contraditórios: enquanto Donald Trump sinalizou um adiamento de cinco dias nos ataques a usinas iranianas citando "pontos de acordo", o governo de Teerã negou categoricamente o início de qualquer diálogo, classificando os anúncios americanos como estratégia de manipulação de mercado.
A reação do setor de energia foi imediata: o Brent saltou 4,55%, fechando em US$ 104,49, refletindo o ceticismo dos investidores quanto a uma resolução diplomática de curto prazo. Analistas da Macquarie alertam que, caso o Estreito de Ormuz permaneça efetivamente bloqueado até o final de abril, os preços podem atingir o recorde histórico de US$ 150 por barril.
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